Orientador Espiritual

Como diz o próprio nome, o orientador é aquele que norteia, orienta e direciona. Entre os sinônimos para essa prática encontramos o mestre, educador, guia, mentor, formador, entre outros. Há orientadores em diversos setores.

Embora a expressão “espiritual” esteja plenamente vinculada a religiosidade, quando falamos sobre um “orientador espiritual” estamos ampliando o pensamento para uma pessoa que compreende as necessidades de alguém que precisa de orientação, sem, no entanto, exercer força ou falácia, mas o observando em seu próprio mundo e orientando para descobrir seu potencial maior dentro de alguma realidade.

Entre as necessidades mais comuns dos seres humanos está: ser aceito, ser ouvido, obter orientação na dúvida, ampliar a criatividade, aumentar a disciplina interna, acreditar em si, autoconhecer-se com propósito, criar voz própria, criar um espaço interno e ser responsável por sua existência.

Para que alguém possa desenvolver-se como “orientador espiritual” é preciso, mais do que conhecimento empírico ou religioso. É necessário experiência pessoal (vivência) e da alma humana. Muitas vezes, o orientador, é aquele que segue “usando a religião para amparar seu estilo de vida egocêntrico”, como diria o psicólogo e teólogo Rollo May. Mas vemos a mesma tendência em diversos setores da vida moderna, como no emprego e na área acadêmica. Para que não se proceda assim, é preciso sobretudo conhecer melhor a si mesmo, pois, embasar em si, em suas crenças ou instituições, pode gerar o perigoso de orientação que gera dependência e não liberdade com responsabilidade.

A formação de Orientador Espiritual, oferecido por nosso instituto, antecede, e é pré-requisito, para a formação em Teologia Clínica. Segue três premissas básicas, embasadas na Teologia Sistemática, Pedagogia Contemplativa e Psicologia Profunda, a saber:

  1. que a religião, instituição de ensino ou formação, não se torne uma barreira entre a pessoa e as outras, usando sua “perigosa tendência neurotizante” (Rollo May).
  2. que a religião, instituição de ensino ou formação, apele para a coragem e excelentes qualidades, ao invés do temor, dependência e covardia.
  3. por fim, que a religião, instituição de ensino ou formação, favoreça o enriquecimento da vida em abundância, especialmente, através da descoberta de si próprio.

A formação ocorre em três finais de semana completos e é aberto a todos aqueles que desejam se tornar orientadores espirituais, independente de religião, filosofia, espiritualidade e profissão. A formação não privilegia um ou outro pensamento teológico ou filosófico, mas, sim, o ser humano em sua busca por aperfeiçoamento.

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