Ciência Contemplativa

Existe atualmente muitos centros no mundos dedicados ao estudo científico da contemplação e da meditação na mente e comportamentos humanos. Muito mais do que proporcionar relaxamento e uma base para isso, a Ciência Contemplativa realmente se dedica a entender e a criar novos métodos para a educação em todos os níveis com aplicações diversas.

Os neurocientistas, estudando os efeitos da meditação, contemplação e oração, perceberam que os praticantes tem maior atividade cerebral nas regiões do lobo frontal e do sistema límbico, responsáveis pela cognição e comportamento. Ao mesmo tempo perceberam que a região do lobo parietal, responsável pela lógica, tem diminuídas suas funções. É quando a pessoa alcança a experiência pura, segundo o filósofo japonês, Kitaro Nishida, ou, a experiência mística, segundo diversas tradições.

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A Dra. Sara Lazar (PHD), pesquisadora do Programa de Pesquisa em Neuroimagem Psiquiátrica do Massachusetts General Hospital , diz em uma publicação na “The Harvard Gazette” que, “embora a prática da meditação esteja associada a uma sensação de tranquilidade e relaxamento físico, os praticantes há muito afirmam que a meditação também proporciona benefícios cognitivos e psicológicos que persistem ao longo do dia”. (para saber mais acesse Eight weeks to a better brain)

A figura abaixo mostra a espessura da ínsula e do córtex pré-frontal dos praticantes e não praticantes de meditação envolvidos na pesquisa.

Na segunda figura é possível observar o impacto da meditação e do Yoga sob a inteligência.

A terceira apresenta a mudança na concentração da massa cinzenta no hipocampo.

A quarta imagem apresenta mudança na densidade da massa cinzenta na Amígdala.

A última imagem apresenta as regiões com aumento de massa cinzenta após oito semanas de tratamento envolvendo as técnicas de Mindfulness.

Mesmo estudiosos cientistas que se dedicaram aos estudos das praticas contemplativas e meditativas puderam entender que nossa ciência, no entanto, ainda não tem condições de explicar nem mensurar todas as mudanças possíveis. Isso, no entanto, não impede que estudos aprofundados sejam feitos. Um dos maiores estudiosos no assunto, provavelmente, um dos pioneiros, foi o psiquiatra, Dr. Tomio Hirai. Em 1966, por exemplo, o médico japonês publicou um tema interessante, “An electroencephalographic study on the Zen meditation”, que você pode baixar aqui… EEG_and_Zazen.

Porém, entendemos que qualquer situação pode promover mudanças em nosso cérebro, mesmo experiências traumáticas, como um tiro na cabeça, por exemplo. Porém, isso por si só já é um argumento importante sobre a eficácia dos estudos, pois, muito além do processo de meditar que envolveria práticas específicas e direcionadas, a contemplação entra no campo do que é natural ao homem, que não exige mudanças de comportamento aparentes, mas, que as promovem como resultado ao passo que o individuo encontra seu ritmo de observação interna e externa.

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